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O medo que faz parte da gestação

medo e renascimento

Como o medo pode fazer parte da gestação?

Nós mulheres começamos a aprender desde cedo a cuidar dos outros. É na mesma época em que começamos a preparação para sermos mães. É com as bonecas que começamos as primeiras lições; algumas vezes até, com irmãos e primos mais novos.

É curioso, então, observar como nem mesmo tanto tempo de preparação nos torna magicamente prontas para a maternidade. Aliás, como a gestação faz com que medos e inseguranças surjam na superfície do nosso consciente!

Hoje eu vou trazer o depoimento de Rosangela que, juntamente com seu esposo Daniel, recebeu de Papai do Céu o presente do Dom da Vida em 2019. Conforme a chegada do filho Dylan se aproximava, um medo, alguns questionamentos (sobre os quais ela não sabia ao certo bem o que era) invadiam seu ser.

Será que estou preparada? Será que sou capaz?

– Rosangela 

Foi em uma roda de gestantes que conheci Rosangela. E a forma como ela descreve o nosso encontro toca muito o meu coração. “Quando eu saí de lá, a única coisa que eu sentia era gratidão à vida. Gratidão por me proporcionar a oportunidade única de conhecer essa mulher e profissional fantástica, pois era dela que nós estávamos precisando” – palavras carinhosas dela!

Do medo à segurança

Em pouco tempo, estava trabalhando com o casal Rosangela e Daniel na sua preparação para a chegada de Dylan.

Em especial, utilizamos o renascimento ao longo do trabalho realizado em nossas sessões. O método que criei usa o renascimento integrativo – falo mais sobre ele neste texto – além de outras técnicas. Em síntese, a ideia é utilizar a respiração cíclica para “limpar” a memória a nível celular.

Estudos mostram que o bebê absorve as emoções da mãe durante a gestação. E, através da comunicação, também absorve as emoções do pai. Isso sem contar a própria vibração do ambiente que chega até ele… Dessa forma, estamos acumulando memórias ainda no útero – e isso tem um grande impacto mais tarde na vida.

“Então, nos preparamos e curamos qualquer ferida que poderia existir e até mesmo aquelas que jamais imaginaríamos que existiam.”

– Rosangela

No caso de Rosangela, ela conta que o renascimento proporcionou segurança, união e conexão. O casal passou a ver a capacidade que a mulher e o homem têm para gestar e parir com outros olhos. Ademais, ajudou-os a trazer ao mundo o ser mais importante de suas vidas da forma mais natural possível.

Feridas emocionais desconhecidas

Muitas vezes, nem mesmo nos damos conta, mas carregamos conosco algumas feridas emocionais que vamos acumulando ao longo da vida. Em geral, sequer chegamos a processá-las de verdade. Porém, nossas células registram e, eventualmente, resgatam elas. O nosso corpo apenas expressa o que sentimos mesmo sem compreender.

A gestação é uma fase linda da mulher em que ela passa por muitas mudanças. Aliás, não só ela! O pai da criança, o casal, toda a família passam por mudanças! Não é à toa que digo que a chegada de um filho faz com que todo o seu núcleo familiar renasça.

Aquilo que a mulher carrega, bem como o que o homem carrega, acaba sendo transferido para o seu filho. Por isso, é importante cuidar dessas dores, desses traumas que passam despercebidos. Para que não apenas o bebê, mas toda a família possa viver o seu verdadeiro potencial interior.

Conexão entre toda a família

Rosangela relata uma intensa conexão com seu filho e marido após a experiência do parto com renascimento. Inclusive, ela pontua que essa conexão foi fundamental no nascimento de seu bebê.

Conforme ela conta, a união do casal teve um papel muito importante no ápice de sua gravidez. Isso porque o seu marido literalmente fez o parto, chamando Dylan para vir ao mundo e o recebendo nos braços para, em seguida, o entregar a ela.

“Foi mágico! A sensação era que o mundo à nossa volta tinha congelado e só tinha nós três ali.”

– Rosangela

Eu me sinto honrada por ter feito parte da jornada desse casal tão amoroso. O carinho e gratidão que recebo deles é daquele tipo que acarinha a alma. Eles creditam a mim todo amor e conexão no momento do nascimento de Dylan até o dia de hoje. Mal sabem eles que a paz, o amor e a luz sempre estiveram dentro deles!

Se fui um divisor de águas na vida deles, como ela alega, só posso dizer que também serei eternamente grata por ter tido um papel no nascimento desse pequeno príncipe guerreiro! Desejo que, um dia, mais casais possam contar com essa experiência em sua preparação para o parto.

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