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Reflexão sobre parto: o seu aspecto imaterial

Refletir sobre o parto
É preciso muita amorosidade para vencer o momento do parto

Reflexão sobre parto tem sido algo recorrente para mim nos últimos dias. Talvez não pudesse ser diferente, uma vez que abracei de vez a missão de colaborar para que os casais grávidos ressignifiquem o nascimento.

Acredito que podemos concordar que cada gestação, assim como cada parto, é diferente. Se você ainda tem dúvida, pode ler a história de parto de Rosangela, MárciaRoberta. Aliás, mesmo uma mulher que já é mãe experiencia uma nova gravidez de uma forma diferente. Afinal de contas, o momento de vida é outro, bem como a criança e o envolvimento são outros.

Mas o que, então, tem me levado à reflexão sobre parto?

Em especial, o que tem me feito pensar bastante é como muitos casais se preocupam com a parte material do nascimento. Contudo, eles acabam negligenciando algo importante: o emocional.

Questões materiais do nascimento

Não estou querendo dizer que a preocupação com aspectos práticos não deve ser levada em conta ao longo de toda a gestação. Embora contar com uma boa equipe de profissionais ou definir a maternidade sejam pontos relevantes, há mais que isso. Acredito que parir vá muito além das decisões necessárias.

Em muitos casos, vejo uma grande preocupação com respeito ao corpo físico em detrimento dos pontos emocionais. Assim, em alguns momentos, eles sequer são considerados.

E o que vem a seguir? Por um tempo, mesmo que segundos, o casal se perde em si mesmo ao invés de ficar mais conectado, mais fiel a si do que nunca. Dessa forma, o instante de rompimento, de imaginário para uma nova jornada, acaba passando sem que seja percebido.

Mudanças sobre como pensar o nascimento

Houve um tempo em que parir era um ato coletivo. As mulheres davam à luz cercada por outras mulheres experientes. E o mais importante: elas estevam cercadas por um acolhimento amoroso. Sem dúvida, o avanço tecnológico proporcionou ganhos relevantes para a parturiente, o bebê e todo o procedimento.

O que defendo, no entanto, é que não percamos de vista a aproximação humana. Visto que tal elemento permite conhecer e perceber cada mulher em particular, percebe-se a sua história, o seu medo, as suas frustrações, os seus anseios.

Havendo esse acompanhamento humanizado, o parto pode ser doloroso, longo, cansativo ou até mesmo complicado. Porém, a mulher o atravessará fortalecida. Caso contrário, qualquer situação que fuja ao seu controle, que gere dor ou medo, se transformará em desrespeito ou sofrimento.

Uma questão cerebral

Primeiramente, é importante entender que o cérebro é nosso amigo. Embora às vezes não apreça, a verdade é que ele faz o melhor que pode para nos proteger das mais diferentes situações. De fato, muitas vezes até nos parece que ele está jogando no time contra…

O fato é que muitas mulheres já viveram situações de medo, dor, perda e desespero. E, quando a memória que possui essa carga não é trabalhada completamente, ela termina por vir à tona no momento do parto. Porque, sim, a dor natural do dar à luz deixa a mulher mais sensível a todas as suas dores – conscientes ou inconscientes.

Se quiser entender melhor, releia esse texto aqui.

A ativação é, então, realmente cerebral. É uma experiência que já foi vivida, portanto, o cérebro, de forma amorosa, traz a precipitação da ação como uma defesa.

Enfim, como contornar essa armadilha que o cérebro acaba por montar para nós?

Por certo que um desfecho positivo para situações como essa é possível. Desde que haja um integrante da equipe ligada ao parto que saiba lidar com as questões do inconsciente, com as questões emocionais e tenha conhecimento acerca do cérebro.

Eu, por exemplo, gosto de aplicar algumas técnicas terapêuticas, como a terapia vibracional. Através do movimento silencioso, consigo ajudar para que o casal retorne ao ponto principal. Entendo que meu papel nesse instante é conectar, juntar, realinhar.

Reflexão sobre parto – e daí?

Só com amor uma pessoa pode se permitir viajar até o desconhecido. Isso vale para todo o processo de gestação, mas, primordialmente, para o momento do parto. Porque as longas horas de espera e expectativa que antecedem a chegada da criança são as que pedem maior amorosidade. Inclusive da equipe que acompanha o processo.

Por fim, preciso dizer que acredito na possibilidade de o parto ser mais amoroso, mais conectado, livre de dores emocionais. Pois tenho visto, em meus atendimentos, a dor física ganhar um outro significado e o nascer, uma outra relação.

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